A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões ao longo de 2026 em IA

 

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou na última quarta-feira (20) uma nova rodada de demissões que deve atingir aproximadamente 8 mil trabalhadores em diferentes regiões do mundo. A medida faz parte de uma reestruturação interna voltada à ampliação dos investimentos da companhia em inteligência artificial (IA).

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, as demissões começaram a ser comunicados inicialmente a trabalhadores da Ásia e, posteriormente, também seriam estendidos aos Estados Unidos e outros mercados.

A empresa tinha cerca de 78,8 mil trabalhadores no fim de 2025. Com isso, os cortes representam aproximadamente 10% do quadro total de empregados da big tech.

Até o momento, não há confirmação sobre possíveis impactos nas operações da Meta no Brasil.

 

Reestruturação foca corrida global por IA

Os cortes ocorrem poucos dias após a empresa anunciar a realocação de cerca de 7 mil trabalhadores para projetos ligados à inteligência artificial. Segundo relatos internos, a transferência para as novas áreas ocorreu de forma obrigatória.

Trabalhadores já vinham relatando um ambiente de tensão nas últimas semanas, após comunicados internos indicarem que a companhia preparava uma nova rodada de ajustes.

Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos da empresa, Janelle Gale, afirmou que a decisão faz parte da estratégia para tornar a operação mais eficiente e sustentar os elevados investimentos em IA.

A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões ao longo de 2026, principalmente em infraestrutura tecnológica voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial, incluindo chips avançados e expansão de centros de dados.

 

Disputa tecnológica acelera investimentos

A corrida entre gigantes de tecnologia pelo domínio da inteligência artificial vem elevando os gastos das empresas do setor. Em fevereiro, a Meta anunciou um acordo com a AMD para a compra de milhões de chips voltados a aplicações de IA, em um contrato estimado em pelo menos US$ 60 bilhões.

Nos últimos meses, empresas como Microsoft, Google e Amazon também ampliaram investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, intensificando a disputa tecnológica no setor.

O movimento reforça a mudança de prioridade das big techs, que passaram a concentrar recursos em plataformas de IA generativa e capacidade computacional, mesmo que isso implique cortes de custos e redução no número de funcionários.

 

Fonte: ICL Notícias

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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