Mais de 20 cidades da região de Campinas têm risco de sofrer desastre ambiental; veja lista

Campinas e outros 21 municípios da região apresentam risco de ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações, segundo levantamento do governo federal

 

A chuva que atingiu Campinas na noite de quinta-feira (24) abriu uma cratera em uma obra no bairro São Bernardo.

Campinas e outros 21 municípios da região foram identificados pelo governo federal como áreas de risco para desastre natural, como deslizamentos, enxurradas e inundações. Esses dados são parte de um estudo realizado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que desde 2012 identifica cidades que devem receber verbas prioritárias para ações de prevenção e combate a desastres.

Entre os municípios listados, Campinas se destaca por registrar o maior número de mortes causadas por desastres naturais (entenda mais abaixo).

Na região, cidades já estavam na lista de 2012 e continuam nesta mais recente:

 

  • Capivari
  • Campinas
  • Sumaré
  • Monte Mor
  • Amparo
  • São Pedro
  • Limeira
  • Pedreira
  • Pinhalzinho

 

Outras cidades não estavam na lista anterior e foram incluídas:

 

  • Águas de Lindoia
  • Espiríto Santo do Pinhal
  • Holambra
  • Hortolândia
  • Lindoia
  • Louveira
  • Mogi Mirim
  • Pedra Bela
  • Piracicaba
  • Rafard
  • Santa Bárbara d’Oeste
  • Socorro
  • Valinhos

 

Para a construção da lista, o governo levou em consideração:

 

  • lista de municípios críticos de 2012;
  • registro de óbitos entre 1991 e 2022;
  • registros de eventos entre 1991 e 2022;
  • desalojados ou desabrigados no período de 1991 a 2022;
  • estimativa de população em áreas mapeadas com riscos geo-hidrológicos;
  • vulnerabilidade a inundações da Agência Nacional de Águas;
  • e dias de chuvas acima de 50 mm, de 1981 a 2022.
  • Campinas tem o maior número de mortes por desastre natural

 

Campinas se destaca como o município com o maior número de óbitos por desastre natural entre as cidades listadas. Somente na última semana, duas mortes ocorreram devido às enchentes causadas pela forte tempestade que atingiu o interior de São Paulo. Na noite do dia 24 de outubro, a metrópole registrou um volume de chuva de 120 mm em apenas três horas – o equivalente ao esperado para o mês inteiro.

Jair Samuel da Silva Oliveira Marques, de 22 anos, foi levado pela correnteza na Vila Industrial e encontrado sem vida no dia 25. Sara Gabrielli de Souza Silva, de 18 anos, também foi arrastada por uma enxurrada e seu corpo foi encontrado no dia 27, próximo ao bairro Campina Grande, cerca de 20 km de onde foi levada pela correnteza.

De acordo com o engenheiro ambiental Allan Duarte, o processo de urbanização intensifica o risco de inundações em áreas anteriormente permeáveis.

 

“A MAIOR IMPERMEABILIZAÇÃO DAS ÁREAS, JUNTO AO AUMENTO NO VOLUME DE CHUVAS EM MENOR TEMPO, AUMENTA AS OCORRÊNCIAS DE INUNDAÇÕES,” DESTACOU.

 

Ele ainda alerta para a importância de a população evitar o descarte incorreto de lixo, que contribui para o entupimento dos sistemas de drenagem.

 

O que diz a Prefeitura?

A Prefeitura de Campinas, por sua vez, afirma estar implementando medidas para enfrentar o problema. Carlos José Barreiro, secretário de infraestrutura, ressaltou que equipes de serviços públicos fazem limpezas periódicas nas bocas de lobo e manutenção dos córregos, além de um monitoramento constante dos pontos críticos de alagamento. Barreiro também comentou sobre a construção de piscinões nas áreas mais afetadas. O primeiro será no córrego Proença, e as obras devem ser concluídas em até dois anos.

 

“ALÉM DISSO, CAMPINAS JÁ DISPÕE DE 40 PAINEIS DE ALERTA DE TEMPO REAL, QUE MONITORAM 24H LOCAIS DE RISCO E ORIENTAM A POPULAÇÃO A EVITAR PONTOS CRÍTICOS DURANTE PERÍODOS DE CHUVA INTENSA. A PREFEITURA TAMBÉM OFERECE AUXÍLIO-MORADIA PARA FAMÍLIAS RETIRADAS DE ÁREAS DE RISCO, MEDIANTE APROVAÇÃO DA DEFESA CIVIL E INCLUSÃO NOS PROGRAMAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO”, COMPLETOU.

 

Fonte: A Cidade On.

Leave A Comment