Precarios.net : Um olhar sobre a experiência portuguesa de organização dos trabalhadores precários

No momento em que bate recorde a informalidade no mercado de trabalho brasileiro, conforme dados divulgados recentemente pelo IBGE (ver aqui), cresce a necessidade de uma maior e mais forte organização dos trabalhadores precarizados.

Cumprindo seu propósito de estimular a organização destes trabalhadores e trabalhadoras, o Observatório do Trabalho Precário lançou um olhar sobre a experiência de organização dos trabalhadores precários de Portugal. A propósito, apesar de ser uma realidade estrutural e histórica em países periféricos como o Brasil, o trabalho informal e precário de um modo geral está presente na realidade de vários países do mundo, especialmente com o advento do neoliberalismo e da financeirização da economia.

Iniciado como um movimento de trabalhadores precários no ano de 2012 em Portugal (ver manifesto de fundação aqui), a Associação de Combate a Precariedade surgiu de manifestações que no ano de 2011 juntaram centenas de milhares de pessoas que rejeitaram a austeridade, a precariedade, o desemprego e a pobreza. Tal associação se apresenta como um “Movimento de trabalhadoras precárias aberto à participação de todas as que quiserem lutar contra a precariedade e a exploração laboral.”.

Mais do que fazer a luta específica da realidade dos trabalhadores precários, a exemplo da experiência de uma iniciativa popular que resultou na “Lei de combate aos falsos recibos verdes” (ver aqui) a partir de um conjunto de novos mecanismos que facilitaram o reconhecimento da relação trabalhista, a Associação tem assumido bandeiras gerais do conjunto da sociedade, a exemplo do “Plano Emergência 2015” que se configurou como uma grande campanha na sociedade portuguesa de combate à precariedade e ao desemprego (ver aqui).

Apesar das diferenças que marcam a economia e a história de cada país, é importante estar atento. “Aqui, como acolá”, a austeridade foi um caminho para o aumento do autoritarismo, e seu combate configura-se como um pilar para a defesa e a ampliação da democracia, bem como do Estado Social.

Veja o vídeo que retrata a fundação da associação contra a precaridade.

 

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